Equipe Médica do Hospital Stella Maris realiza 2ª Cirurgia de Alta Complexidade do Brasil

Dra. Ana Cristina Rupp, especialista em microcirurgia consegue reimplantar mão de paciente que foi mutilada,  devolvendo 100% da mobilidade e da sensibilidade.

 

Em janeiro de 2011 deu entrada no Pronto Atendimento do Hospital Stella Maris o Paciente (o nome foi suprido para preservar a identidade do paciente),  acometido de acidente de trabalho em uma serra de madeira, que dilacerou quase a totalidade de sua mão direita. Em estado de choque e com uma perda de aproximadamente 1 1/2 litro de sangue, o paciente foi encaminhado diretamente ao centro cirúrgico levando consigo as partes da mão trazidas por um colega de trabalho. Ao levantar seu histórico médico constatou-se que o mesmo apresentava um quadro de cardiopatia (havia sofrido um infarto a menos de um ano e uma cirurgia de Ponte de Safena), além de ser Diabético e Hipertenso.

Diante deste quadro o paciente  foi atendido pela Dra. Ana Cristina Rupp, Ortopedista especializada em Micro Cirurgia  Geral de alta complexidade. Com base em sua experiência internacional em casos do gênero, a Dra. Rupp decidiu utilizar-se de um técnica germânica de reimplante e reconstrução da mão direita, uma vez a mesma apresentava o agravante de ter sido amputada em várias partes. Questionada pelo uso da técnica a Dra. Rupp responde:

“Antes de mutilar o objetivo sempre é reconstruir para que o paciente tenha uma melhor qualidade de vida e volte a sua vida normal.”

O primeiro procedimento adotado pela Dra. Rupp foi a revascularização e reconstrução de todas as estruturas da mão, complementando o tratamento com uma medicação que é somente produzida na Europa, cujo principio ativo é GMI (utilizado para recuperação neurológica) e um medicamento para evitar infecções.

O sucesso deste ousado e pioneiro tratamento resultou no retorno da sensibilidade e mobilidade do membro já no 4º dia pós-operatório que continuou evoluindo até  alcançar 100% de mobilidade e sensibilidade no 15º dia um pós-reimplante e dois transplantes neuro-musculo-esquelético-vascularizado-autogêno, tendo como região doadora a coxa-direita.

Esse procedimento é o 2º do gênero efetuado no Brasil entre vivos, com pioneirismo reconhecido mundialmente e atestado pelo Ministério da Saúde e pelo Ministério de Ciência e Tecnologia, dada a importância da não mutilação e sim da reabilitação do paciente. Vale ressaltar que o mesmo foi efetuado pela primeira vez em território nacional, pela própria Dra. Rupp em 1998 no Mato Grosso do Sul, que acrescenta:

“A finalidade da evolução técnica da medicina deve priorizar sempre a melhoria de vida do paciente, e não o ego do médico. Para que isso ocorra a relação médico-paciente deve ultrapassar o código de ética médica, priorizando incondicionalmente o sentimento humanitário, buscando-se utilizar sempre a melhor técnica disponível no mundo, independente do país ou situação econômica do hospital onde se encontra.”

A Dra. Ana Cristina Rupp salienta que todo o sucesso e recuperação do paciente se deve ao trabalho conjunto e dedicação do Hospital Stella Maris e da SEISA que custearam as medicações e exames especiais solicitados sem questionar, demonstrando nitidamente, o interesse incondicional essencialmente o bem estar do paciente, deixando em segundo plano o custo financeiro dos procedimentos. Além disso, o sucesso desse procedimento só foi possível devido ao empenho de diversos profissionais: enfermagem e médicos (Intensivistas, Cardiologistas, Nefrologistas, Fisioterapeutas, Anestesistas, entre outros) que em suas diversas especialidades cuidaram em oferecer condições ideais visando a recuperação total do paciente.

“Somente um trabalho conjunto – diz a Dra. Rupp – realizado entre as diversas especialidades podem proporcionar um melhor tratamento ao paciente.”


“Hospital Stella Maris, um novo hospital, todos os dias, desde 1965.”

 

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